Ocupando pontos estratégicos da cidade, contribuindo com esta interferência na humanização de espaços públicos, bem como revigorando 0 papel do artista nestes espaços, 0 festival sugere um encontro político entre a arquitetura (a cidade) e o corpo que dança.
COMPOSICAO
O projeto se compõe em quatro ações conjugadas:
* Dança urbana - apresentações de artistas, grupos e companhias de dança;
* Dançando a rua - atividade única de interferência com a participação de quinze intérpretes convidados que 'dançam a rua' percorrendo pontos específicos da cidade, explorando uma 'nova cidade' a surgir;
* Cidade ocupada - ações de ocupação de pontos estratégicos da cidade com a presença de dezenas de intérpretes.
* Paralelo - ações de formação (palestras, debates, workshops, etc), mostras (exposição de fotos, vídeos, etc.), atos públicos, instalações, festas e performances diversas (Vjs, DJs, Graffiti, Audiovisual, Moda, etc.) tendo por fim a socialização de artistas e publico na exploração de 'novos territórios'.
O ANO DA FRANCA NO BRASIL
Por estar certificado na programação oficial do Ano da França no Brasil, 0 Cidade Ocupada terá a participação de artistas nacionais e franceses, 0 que favorece 0 intercâmbio entre os mesmos, aguça a beleza do projeto e revitaliza a cidade nas suas dimensões política e cultural.
ESPACOS
Para a escolha dos espaços são levados em conta os seguintes referenciais:
1- história do lugar e entornos
2- visibilidade / acessibilidade
3- circulação (fluxo)
4- acidentes naturais e estética
Baseado nesses princípios foram escolhidos os seguintes espaços para 0 Festival:
- Terminal Central (ESTAÇÃO FREE STYLE)
- Av. Rui Barbosa 467 (ESTAÇÃO HOUSE)
- Av. Rui Barbosa 614 (ESTACAO LOCKIN')
- Av. Rui Barbosa 270 (ESTAÇÃO POPPIN')
- Teatro Municipal de Macaé (ESTAÇÃO BREAKIN')
- Praça Veríssimo de Melo (ESTAÇÃO HIP HOP)
- Cidade Universitária
- Av. Rui Barbosa 566 (em frente à Câmara dos Vereadores)
- Ginásio Poliesportivo
- CIEM.h²
CONVIDADOS
*Membros - Macae: Brasil
Reconhecida por tratar a dança como manifestação política, a pesquisa de linguagem da Membros se orienta neste contexto a partir do eixo ' violência'. A Companhia, também Escola de Formação em Dança, apresentou seus trabalhos em 18 países, mas todo seu processo de formação se organizou e se desenvolveu na cidade de Macaé desde 1999.
Coreografia - Meio-fio
A partir de jogos de movimentos, improvisação e frases coreográficas pré-elaboradas, "Meio-fio" dialoga com 0 espaço urbano revelando uma convulsão social típica dos países que experimentaram o perverso processo de colonização e 0 atual quadro de desigualdades sociais, como e o caso brasileiro. Meio-fio, a borda das calçadas e também um espaço de convivência para varias crianças e jovens, onde ali se revelam valores, sentidos, compartilham-se alimentos e restos, sendo palco também de uma grande violência que rodeia as grandes cidades e que está presente no corpo de cada ator social presente.
Direção: Paulo Azevedo
Coreografia: Taís Vieira
Intérpretes-criadores: Aline Corrêa, Fabiana Costa, Filipe Itagiba, Jean Gomes, Jhôsie Marla, Julius Mack, João Carlos Silva, Luiz Henrique, Zanzibar Luís e Rogério de Araújo
Produção: Yaisa Santos
*DI - Macaé: Brasil
A experiência do grupo está pautada no processo conceituado como dança inclusiva - dança que envolve em cena pessoas com e sem deficiências-, todavia ao perceber que este conceito carrega em sua natureza uma dimensão também limitadora e mesmo estigmatizante optamos pela sigla DI, a fim de suscitar uma definição infinita para este processo. Uma dança imperfeita, uma distinta identidade assim como a gente deseja. O grupo já se apresentou na Espanha e Alemanha, sendo ainda vencedor por duas vezes de Prêmios da FUNARTE e pelo Rumos Educação, Cultura e Arte promovido pelo Itaú Cultural.
Coreografia: Procedimento II-urbano
Processo derivado da pesquisa ' Pseudópodos' (Procedimento II) que se desenvolveu da percepção deste procedimento, ora adaptado para espaços urbanos. Aproximando artista e público a partir de um jogo e de uma relação espontânea, a coreografia passeia entre o lúdico e a poesia.
Direção: Paulo Azevedo
Coreografia: Paulo Azevedo
Intérpretes-criadores: Aline Negreiros, Ariana Mota, Éverton Viana, Maurício de Muros, Rafael Mata e Taís Santos
Produção e orientação pedagógica: Dilma Negreiros
*URB - Macaé: Brasil
A URB, abreviação de urbanos orienta seu desenvolvimento através de dinâmicas de investigação e experimentação constantes no espaço urbano. Desses contatos mobiliza um processo recorrente entre fluxo e refluxo dos gestos e movimentos compreendidos no corpo (ou fora dele). O grupo foi recentemente convidado a participar do Festival TransformArte na Bolívia.
Coreografia: Urbe (work in progress)
Após realizar uma série de experimentos tendo como princípio a noção de território, 'Urbe' perscruta possibilidades de construção de movimento tendo como contraponto a ocupação de espaços que variam conforme uma dinâmica cada vez mais opressiva do crescimento das cidades. Tal opressividade, ao contrário, neste caso não é limitadora desses processos criativos. Para este evento apresentamos um extrato desse processo.
Direção: Paulo Azevedo
Coreografia: Paulo Azevedo
Assistente de coreografia: Jonas Rangel
Intérpretes-criadores: Carla Bazane, Denis Carvalho, Gleidson Mota, Jonas Rangel, Rafael Souza, Ramon Bueno
*Lakka - Uberlândia: Brasil
Lakka é criador-intérprete premiado pela APCA(2005). Mestrando em Artes no PPGArtes-UFU e Bacharel em Ciências Sociais-UFU, membro da RSD (Rede Sudamericana de Danza) compõe GT criação e intercâmbio. No Brasil apresentou-se em festivais e programas como: PanoramaRioArte-RJ, FID-BH, Novadança-DF, Masculino na Dança-SP, Panorama SESI de Dança-SP, Rumos da Dança Itaú Cultural-SP, Bienal Internacional de Dança do Ceará-CE e Festival Internacional de Dança de Recife-PE. Apresentou-se também e ministrou oficinas na Alemanha, Venezuela, Uruguai, Equador, Peru, Bolívia, Espanha, Suécia e Costa Rica. Realiza desde 2004 o CIRCULADANÇA em Minas Gerais e compõe a Cia. Mário Nascimento.
Coreografia: O Corpo é a mídia da dança
O projeto de criação do artista da dança Lakka está dividido em duas etapas. “O corpo é a mídia da dança” foi a primeira delas, realizado entre 2005 e 2006, com incentivo do Território Minas, do Fórum Internacional de Dança (FID). “OUTRAS PARTES” é a continuidade do processo e foi desenvolvido com recursos do programa Rumos Dança Itaú Cultural 2006/2007. O foco central da investigação está na criação, análise e composição de movimentos em diversas mídias, como o corpo, o telefone, a internet, entre outros.
Direção: Vanilton Lakka
Coreografia: Vanilton Lakka e Maurício Leonard
Fotografia, manual de instrução e instalações: Mauricio Leonard
Desenhos flip book: Rafael Ventura
Consultoria, texto: Maíra Spanghero
*Cia Híbrida - Rio de Janeiro: Brasil
A Companhia Híbrida foi criada em 2007 na cidade do Rio de Janeiro, tendo a frente o bailarino e coreógrafo Renato Cruz. A pesquisa da companhia sugere o estudo da técnica da dança de rua, com todos os seus afluentes e estilos no contexto contemporâneo, para o desenvolvimento de um produto híbrido e criativo. A Cia desenvolve, ainda, o projeto em hospitais "Arte é o Melhor Remédio".
Ação (cidade ocupada): Ponto de Parada
Num ponto de ônibus qualquer, pessoas em trânsito, à espera. Nesse torpor rotineiro, o que se passa em suas cabeças? Muitas informações na rua, e por haver tanto, nada mais cola, nada permanece. Seis bailarinos misturados as demais pessoas, aguardam o ônibus. Nesse meio termo, pausas em grupo, passos de dança isolados, juntos, misturados. A proposta é simples: trazer um estranhamento, e quem sabe, acordar aquele que espera, bem ao lado.
Direção: Renato Cruz
com Beatriz Monteiro, Cleiton Gonçalves, Marlon Leonardo, Natan Rodrigues e Yuri de Moraes
*Cie. Farid' O: França
Farid vive e trabalha em Ille (cidade do Norte da França que viveu intenso processo de imigração e os problemas da “integração” - Farid é filho destes imigrantes. Formou-se em teatro, circo e dança. O resultado de suas investigações se baseia no jogo da dança e textos como em Syntracks (2003); La nuit juste avant (2004); Être dans la rue (2006); Saleté (2006/07). A companhia Farid´O se apresentou em diversos festivais pela Europa.
Coreografia: Etre dans la rue
Segundo uma leitura sociológica de Stéphane Beaud et Yones Amrani, o coreógrafo propõe uma reflexão crítica de processo de imigração nos bairros franceses. O exílio, a integração cultural, a discrimação racial servem de material para uma obra onde o hip hop serve como um "espaço de reconhecimento".
Direção: Farid Ounchiouene
Coreografia: Farid Ounchiouene
Intérpretes: Ludovic Tronche, Jérémy Orville, Al Hassane latarne
Músico e Técnico: Omur. H
*Renato Negrão - Belo Horizonte: Brasil
Renato Negrão é poeta e artista performador. ministra a oficina 'Palavra Imagem', valendo-se da poesia e das estratégias da arte contemporânea, recebendo por este trabalho o prêmio Itaú Rumos Educação, Cultura e Arte 2008/2010. No Brasil, trabalhou com técnicas de expressão corporal baseadas na capoeira, na obra de Wilhelm Reich e da dança Butô. Como performer, participou, dentre outros eventos, da Momentum, a dança em paisagens deslocadas (2006) e da MIP 2 - Manifestação Internacional da Performance de Belo Horizonte (2009).
Ação (workshop): Palavra Gesto O espaço coreográfico da palavra e sua aplicabilidade semântica são pensados como estímulo a novas configurações corporais. Nossos corpos merecem e podem dar respostas mais criativas aos textos urbanos, para além de sua palavras de ordem e de consumo.
*Projeto Hip Hop - França-Brasil
A participação do projeto Cidade Ocupada dentro da Programação do Ano da França no Brasil se deve, sobretudo, ao reconhecimento internacional da Cia. Membros. Despertando a curiosidade sobre os processos desenvolvidos, seja na pesquisa de linguagem, seja enquanto leitura e dramaturgia, a Membros abriu as portas para que grupos e artistas pelo mundo, em especial na França, desejassem uma aproximação além do discurso, isto é, experimentasse na prática o corpo da Membros. É assim que toma forma este intercâmbio entre a França e o Brasil tendo como protagonista o universo feminino no hip hop.
Coreografia: Flores (work in progress)
Após realizar 10 anos de trabalho com a Membros, a coreógrafa Taís Vieira concebe sua nova criação para espaços urbanos amparada pela possibilidade de releitura de suas principais obras – Estátuas; Linguagem; Meio-fio, Raio-X; Febre e Medo. Para isso ela se debruça sobre dois universos: o primeiro em que contempla a própria companhia, sendo a obra vivida, todavia, em corpos virgens dessa linguagem – 'Flores' – e, o segundo, dançado por intérprete da própria Membros, todavia, criticando a própria companhia em que ele atua – 'Ira'. Especialmente neste evento será apresentado somente um pequeno extrato da primeira parte da pesquisa.
Direção: Taís Vieira
Coreógrafa: Taís Vieira
Intérpretes: Carla Bazane, Bianca Monteiro (Bia Popper), Tishou Kane, Johana Faye e Christine Nypan
Co-produção: ACT' ART
Produção: Rafael Souza e Marine Budin
Intérprete: Cecilia Fernandez
* Projeto Benin-Brasil
Por se tratar de um país francofônico, o Benin - país africano - também faz parte da programação do Ano da França no Brasil. Especialmente para este evento, o projeto Benin-Brasil através da coreografia ´Corpo Aberto´ - de autoria do professor Paulo Azevedo - é considerada uma programação especial dentro do ´Cidade Ocupada´. Depois de passar pela França e pelo Benin, o projeto se apresenta pela primeira vez no Brasil.
Coreografia: Corpo Aberto
A obra leva em consideração o conceito de ´antropofagia´- resultado de uma cultura após a mesma ser devorada por outra. Desta interface surge processos recorrentes a partir da dança que se estruturam do diálogo entre festa e religião na diáspora Brasil-Benin.
Direção: Paulo Azevedo
Coreografia: Paulo Azevedo
Intérpretes-criadores: Aranaud Agboliagbo, Fabiana Costa e Rafael da Mata
Iluminação e Vídeo: Felippe Machado (Xyu)
Áudio: Rafael Souza
* Paulo Azevedo - Macaé: Brasil
Paulo Azevedo é assim como o poeta Renato Negrão um dos contemplados do Prêmio Itaú Rumos Educação, Cultura e Arte 2008/2010 pelo trabalho desenvolvido com a DI cia de Dança. Mestre em Políticas Sociais, graduado em Educação Física, Paulo Azevedo já contribui com propriedade para a Dança, a Música, a Comunicação, a Produção Cultural, o Cinema e a Literatura. É escritor de cinco livros, sendo o último deles ´MEMBROS´, organizado junto a coreógrafa Taís Vieira. Representou o Brasil em eventos como o WCPRC, na Suécia (2007) junto a banda ART.1 e na conferência ´Centro e periferia: a produção da dança contemporânea hoje', em Oslo (Noruega, 2008). Seus estudos se concentram em cinco eixos de investigação: ´Corpo e Violência´; ´Cultura Urbana e Cidades´; ´Metodologia inclusiva na dança´; Memória e Identidade no corpo´ e ´Políticas sociais, juventude e exclusão social´.
Ação (mesa redonda): Mediando a mesa ´A cidade e o papel do artista na contemporaneidade´, o professor Paulo Azevedo junto aos convidados levam o público a uma reflexão sobre a ação dos artistas na cidade, levando em consideração as dimensões cultural, social, estética e política que permeia esses olhares.
CONVIDADOS ESPECIAIS:
*Crew Graffiti em Movimento
Revelando-se como uma das promessas das artes plásticas, a Crew conduzida pelos grafiteiros Ric e Fawe elaboram uma prática que se faz pela presença do ´olhar de fora´. Conduzindo uma pauta política que se materializa em imagem, a Crew é um dois eixos representativos do Centro Integrado de estudos do Movimento Hip Hop (CIEM.h2). Especialmente para este evento a Crew apresenta sua obra ´Zeros Econômicos´ no exterior de um caminhão baú.
*Banda Art.1
Também sendo um dos eixos representativos do CIEM.h2, a música para a banda ART.1 parece atravessar o universo do entretenimento para se transformar em obra musical. Tendo já se apresentado na Espanha e na Suécia e concluído a série ´A arte de 1 sobre muitos´, a ART.1 revela no Cidade Ocupada algumas canções inéditas do próximo CD na abertura oficial do evento.
*DJ Jeff
Uma das Revelações do Hip Hop Nacional
*MC Slow
O mais criativo dos MCs nacionais também está no Cidade Ocupada. O termo ´slow´ (movimento em câmera lenta, em inglês) associado ao artista somente poderia ser compreendido se fosse pela dada tranquilidade do mesmo, todavia no que se refere a prática do improviso no microfone, ´SLOW´ é o mais rápido, e não apelativo, free style já visto.
*VJ Filipe Itagiba
O universo se funde: imagem dança e o vídeo é música. Assim é a ação do VJ Filipe, conduzindo a ´sofisticada tecnologia´ para uma ambiência popular e contagiante. Para o Cidade Ocupada Filipe atua diretamente na cidade e no seu concreto durante a mostra de vídeo dança ´The Wall´.
*DJ Avellar
Prata da casa, DJ Avellar é o responsável por conduzir o encerramento do Festival. Na virada de noite do dia 11 para 12 de novembro, o dia internacional do Hip Hop, o DJ faz a festa atuando em parceria com o DJ Nino em dois ambientes: a festa propriamente dita e o baile black dentro do caminhão baú.
*DJ Marlom
Revelado pela oficina ´DJ sou eu´, ministrada pelo DJ Avellar, Marlom é um orgulho do CIEM.h2, sendo coordenador do grupo de estudos T.Ô.C.A.. Atuando na música, na sociologia, na dança, observador e ávido, o DJ faz o encontro na programação especial do Projeto Benin-Brasil mixando músicas tradicionais e de hip hop dos dois países.
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