domingo, 8 de novembro de 2009

Macaé vai se transformar num grande palco da Cultura Hip Hop. A partir desta segunda-feira (9) começa o “Cidade Ocupada” festival bienal de dança em espaços urbanos que se propõe a “promover um campo de diálogo e estética da Cultura Hip Hop”. O evento tem apoio da prefeitura de Macaé, por meio da secretaria de Turismo, Esporte e Lazer, da Termoelétrica UTE e faz parte da programação oficial do ano da França no Brasil, certificado pelo Cultures France e o Ministério da Cultura do Brasil.

O “Cidade Ocupada” vai acontecer em diversos espaços urbanos, como a Praça Veríssimo de Mello, que sediará a abertura do evento na segunda-feira a partir das 10h. O evento é produzido pela El Climamola Agência de Projectos Artísticos, Centro Integrado de Estudos do Movimento Hip Hop (CIEM.h2) e pela Companhia e Escola de Formação em Dança Membros.

Além das apresentações de dança estão programados diversos eventos paralelos como ações de formação (palestras, debates, workshops etc), mostras (exposição de fotos, vídeos etc), mostras (exposição de fotos, vídeos, entre outros), atos públicos, instalações, festas e performances diversas (Vjs, DJs, Graffiti, Audiovisual, Moda, entre outros).

- O objetivo final é a socialização de artistas e público na exploração de´novos territórios´. Já fazemos esse evento de dois em dois anos. É um festival de dança dentro do Hip Hop A participação do projeto Cidade Ocupada dentro da Programação do Ano da França no Brasil se deve, sobretudo, ao reconhecimento internacional da Cia. Membros – circuito que faz parte do projeto Cidades que Dançam (CQD) – explica Dilma Negreiros, do Ciemh2.

Os espetáculos serão apresentados por companhias de dança locais, nacionais e internacionais como a Membros; DI – Macaé; Lakka (de Uberlândia – MG); Cia Híbrida (RJ); Cie. Farid` O (França); Projeto Benin (África), entre outras. Os eventos terão ainda participações especiais de Crew Graffiti em Movimento, Banda Art.1, MC Slow, DJ Avellar e DJ Marlom.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PROGRAMAÇÃO

08/11
10h
CIEM.h²
Recepção e cadastramento dos artistas

17h
CIEM.h²
Apresentação do Evento para os artistas

19h
Espaços de atuaçãoVisitação aos espaços de atuação

09/11
Das 10 às 18h
Praça Veríssimo de Mello
PARALELO: Exposição Caminhão Baú DJ Jeff / Crew Graffiti em Movimento

10h
Praça Veríssimo de Mello
Abertura - solenidade, show Banda Art.1, performances e roda livre

16h
Praça Veríssimo de Mello
Workshops: João Carlos (Cia. Membros) / Farid (Cia. Farid’O) / Participação: MC Slow e DJ Jeff

18h
Praça Veríssimo de Mello
DANÇA URBANA: Projeto HipHop França-Brasil / Lakka / Cia. Membros

19h
Terminal Central
DANÇA URBANA: Cia. DI / Cia. Farid’O / Crew URB

20h e 30m
Av. Rui Barbosa n° 270
PARALELO: The Wallcom VJ Filipe Itagiba
10/11
Das 10 às 18h
Praça Veríssimo de Mello
PARALELO: Exposição Caminhão Baú DJ Jeff / Crew Graffiti em Movimento

10h
CIDADE OCUPADA
1- Terminal Central, (Estação Free Style)
2- Av. Rui Barbosa 467 (Estação House)
3- Av. Rui Barbosa 551(Estação Locking)
4- Av. Rui Barbosa 270 (Estação Popping)
5- Praça Veríssimo de Melo (Estação Hip Hop)
6- Teatro Municipal de Macaé - hall (Estação B.Boying)

11h e 30min
Av. Rui Barbosa 467 (em frente à Casa do Estudante)
DANÇA URBANA: Cia. Farid’O / Crew URB / Lakka / Cia. DI / Projeto Hip Hop França-Brasil

17h
Cidade Universitária
PARALELO: “a cidade e o papel do artista contemporâneo”Paulo Azevedo / Renato Negrão / Renato Cruz / Taís Vieira / Farid

20h
Teatro Municipal de Macaé
PROGRAMAÇÃO ESPECIAL
Corpo Aberto

21h e 30min
CIEM.h²
PARALELO: cocktallparticipação DJ Marlon

11/11
Das 10 às 18h
Praça Veríssimo de Mello
PARALELO: Exposição Caminhão Baú DJ Jeff / Crew Graffiti em Movimento

10h
CIDADE OCUPADA
1- Terminal Central, (Estação Free Style)
2- Av. Rui Barbosa 467 (Estação House)
3- Av. Rui Barbosa 551 (Estação Locking)
4- Av. Rui Barbosa 270 (Estação Popping)
5- Praça Veríssimo de Melo (Estação Hip Hop)
6- Teatro Municipal de Macaé - hall (Estação B.Boying)

11h30min
Da Av. Rui Barbosa 614 à Av. Rui Barbosa 566
DANÇANDO A RUA: com a participação de 15 artistas

12h
Av. Rui Barbosa 566
PARALELO: “o artista, a cidade e o governo”Ato público com microfone aberto ao público / MC Slow / DJ Jeff

17h
Praça Veríssimo de Mello
PARALELO: Workshops com Renato Negrão

19h
Praça Veríssimo de Mello
FESTA DE ENCERRAMENTO: DJ Avellar / DJ Jeff / Mc Slow

12/11
10h
CIEM.h²
Despedida dos artistas

APRESENTAÇÃO

O "Cidade Ocupada" e um Festival (bienal) de dança em espaços urbanos que consiste na promoção de um campo de diálogo e estética da Cultura Hip Hop. Diferente dos festivais do gênero, 0 foco do projeto está na valorização das daças e culturas vizinhas que emergem desta linguagem.

Ocupando pontos estratégicos da cidade, contribuindo com esta interferência na humanização de espaços públicos, bem como revigorando 0 papel do artista nestes espaços, 0 festival sugere um encontro político entre a arquitetura (a cidade) e o corpo que dança.

COMPOSICAO

O projeto se compõe em quatro ações conjugadas:
* Dança urbana - apresentações de artistas, grupos e companhias de dança;
* Dançando a rua - atividade única de interferência com a participação de quinze intérpretes convidados que 'dançam a rua' percorrendo pontos específicos da cidade, explorando uma 'nova cidade' a surgir;
* Cidade ocupada - ações de ocupação de pontos estratégicos da cidade com a presença de dezenas de intérpretes.
* Paralelo - ações de formação (palestras, debates, workshops, etc), mostras (exposição de fotos, vídeos, etc.), atos públicos, instalações, festas e performances diversas (Vjs, DJs, Graffiti, Audiovisual, Moda, etc.) tendo por fim a socialização de artistas e publico na exploração de 'novos territórios'.

O ANO DA FRANCA NO BRASIL

Por estar certificado na programação oficial do Ano da França no Brasil, 0 Cidade Ocupada terá a participação de artistas nacionais e franceses, 0 que favorece 0 intercâmbio entre os mesmos, aguça a beleza do projeto e revitaliza a cidade nas suas dimensões política e cultural.

ESPACOS

Para a escolha dos espaços são levados em conta os seguintes referenciais:
1- história do lugar e entornos
2- visibilidade / acessibilidade
3- circulação (fluxo)
4- acidentes naturais e estética

Baseado nesses princípios foram escolhidos os seguintes espaços para 0 Festival:
  • Terminal Central (ESTAÇÃO FREE STYLE)
  • Av. Rui Barbosa 467 (ESTAÇÃO HOUSE)
  • Av. Rui Barbosa 614 (ESTACAO LOCKIN')
  • Av. Rui Barbosa 270 (ESTAÇÃO POPPIN')
  • Teatro Municipal de Macaé (ESTAÇÃO BREAKIN')
  • Praça Veríssimo de Melo (ESTAÇÃO HIP HOP)
  • Cidade Universitária
  • Av. Rui Barbosa 566 (em frente à Câmara dos Vereadores)
  • Ginásio Poliesportivo
  • CIEM.h²


CONVIDADOS

*Membros - Macae: Brasil
Reconhecida por tratar a dança como manifestação política, a pesquisa de linguagem da Membros se orienta neste contexto a partir do eixo ' violência'. A Companhia, também Escola de Formação em Dança, apresentou seus trabalhos em 18 países, mas todo seu processo de formação se organizou e se desenvolveu na cidade de Macaé desde 1999.


Coreografia - Meio-fio
A partir de jogos de movimentos, improvisação e frases coreográficas pré-elaboradas, "Meio-fio" dialoga com 0 espaço urbano revelando uma convulsão social típica dos países que experimentaram o perverso processo de colonização e 0 atual quadro de desigualdades sociais, como e o caso brasileiro. Meio-fio, a borda das calçadas e também um espaço de convivência para varias crianças e jovens, onde ali se revelam valores, sentidos, compartilham-se alimentos e restos, sendo palco também de uma grande violência que rodeia as grandes cidades e que está presente no corpo de cada ator social presente.


Direção: Paulo Azevedo
Coreografia: Taís Vieira
Intérpretes-criadores: Aline Corrêa, Fabiana Costa, Filipe Itagiba, Jean Gomes, Jhôsie Marla, Julius Mack, João Carlos Silva, Luiz Henrique, Zanzibar Luís e Rogério de Araújo
Produção: Yaisa Santos

*DI - Macaé: Brasil
A experiência do grupo está pautada no processo conceituado como dança inclusiva - dança que envolve em cena pessoas com e sem deficiências-, todavia ao perceber que este conceito carrega em sua natureza uma dimensão também limitadora e mesmo estigmatizante optamos pela sigla DI, a fim de suscitar uma definição infinita para este processo. Uma dança imperfeita, uma distinta identidade assim como a gente deseja. O grupo já se apresentou na Espanha e Alemanha, sendo ainda vencedor por duas vezes de Prêmios da FUNARTE e pelo Rumos Educação, Cultura e Arte promovido pelo Itaú Cultural.


Coreografia: Procedimento II-urbano
Processo derivado da pesquisa ' Pseudópodos' (Procedimento II) que se desenvolveu da percepção deste procedimento, ora adaptado para espaços urbanos. Aproximando artista e público a partir de um jogo e de uma relação espontânea, a coreografia passeia entre o lúdico e a poesia.

Direção: Paulo Azevedo
Coreografia: Paulo Azevedo
Intérpretes-criadores: Aline Negreiros, Ariana Mota, Éverton Viana, Maurício de Muros, Rafael Mata e Taís Santos
Produção e orientação pedagógica: Dilma Negreiros

*URB - Macaé: Brasil

A URB, abreviação de urbanos orienta seu desenvolvimento através de dinâmicas de investigação e experimentação constantes no espaço urbano. Desses contatos mobiliza um processo recorrente entre fluxo e refluxo dos gestos e movimentos compreendidos no corpo (ou fora dele). O grupo foi recentemente convidado a participar do Festival TransformArte na Bolívia.

Coreografia: Urbe (work in progress)
Após realizar uma série de experimentos tendo como princípio a noção de território, 'Urbe' perscruta possibilidades de construção de movimento tendo como contraponto a ocupação de espaços que variam conforme uma dinâmica cada vez mais opressiva do crescimento das cidades. Tal opressividade, ao contrário, neste caso não é limitadora desses processos criativos. Para este evento apresentamos um extrato desse processo.

Direção: Paulo Azevedo
Coreografia: Paulo Azevedo
Assistente de coreografia: Jonas Rangel
Intérpretes-criadores: Carla Bazane, Denis Carvalho, Gleidson Mota, Jonas Rangel, Rafael Souza, Ramon Bueno


*Lakka - Uberlândia: Brasil
Lakka é criador-intérprete premiado pela APCA(2005). Mestrando em Artes no PPGArtes-UFU e Bacharel em Ciências Sociais-UFU, membro da RSD (Rede Sudamericana de Danza) compõe GT criação e intercâmbio. No Brasil apresentou-se em festivais e programas como: PanoramaRioArte-RJ, FID-BH, Novadança-DF, Masculino na Dança-SP, Panorama SESI de Dança-SP, Rumos da Dança Itaú Cultural-SP, Bienal Internacional de Dança do Ceará-CE e Festival Internacional de Dança de Recife-PE. Apresentou-se também e ministrou oficinas na Alemanha, Venezuela, Uruguai, Equador, Peru, Bolívia, Espanha, Suécia e Costa Rica. Realiza desde 2004 o CIRCULADANÇA em Minas Gerais e compõe a Cia. Mário Nascimento.

Coreografia: O Corpo é a mídia da dança
O projeto de criação do artista da dança Lakka está dividido em duas etapas. “O corpo é a mídia da dança” foi a primeira delas, realizado entre 2005 e 2006, com incentivo do Território Minas, do Fórum Internacional de Dança (FID). “OUTRAS PARTES” é a continuidade do processo e foi desenvolvido com recursos do programa Rumos Dança Itaú Cultural 2006/2007. O foco central da investigação está na criação, análise e composição de movimentos em diversas mídias, como o corpo, o telefone, a internet, entre outros.

Direção: Vanilton Lakka
Coreografia: Vanilton Lakka e Maurício Leonard
Fotografia, manual de instrução e instalações: Mauricio Leonard
Desenhos flip book: Rafael Ventura
Consultoria, texto: Maíra Spanghero

*Cia Híbrida - Rio de Janeiro: Brasil
A Companhia Híbrida foi criada em 2007 na cidade do Rio de Janeiro, tendo a frente o bailarino e coreógrafo Renato Cruz. A pesquisa da companhia sugere o estudo da técnica da dança de rua, com todos os seus afluentes e estilos no contexto contemporâneo, para o desenvolvimento de um produto híbrido e criativo. A Cia desenvolve, ainda, o projeto em hospitais "Arte é o Melhor Remédio".

Ação (cidade ocupada): Ponto de Parada
Num ponto de ônibus qualquer, pessoas em trânsito, à espera. Nesse torpor rotineiro, o que se passa em suas cabeças? Muitas informações na rua, e por haver tanto, nada mais cola, nada permanece. Seis bailarinos misturados as demais pessoas, aguardam o ônibus. Nesse meio termo, pausas em grupo, passos de dança isolados, juntos, misturados. A proposta é simples: trazer um estranhamento, e quem sabe, acordar aquele que espera, bem ao lado.
Direção: Renato Cruz
com Beatriz Monteiro, Cleiton Gonçalves, Marlon Leonardo, Natan Rodrigues e Yuri de Moraes

*Cie. Farid' O: França
Farid vive e trabalha em Ille (cidade do Norte da França que viveu intenso processo de imigração e os problemas da “integração” - Farid é filho destes imigrantes. Formou-se em teatro, circo e dança. O resultado de suas investigações se baseia no jogo da dança e textos como em Syntracks (2003); La nuit juste avant (2004); Être dans la rue (2006); Saleté (2006/07). A companhia Farid´O se apresentou em diversos festivais pela Europa.

Coreografia: Etre dans la rue
Segundo uma leitura sociológica de Stéphane Beaud et Yones Amrani, o coreógrafo propõe uma reflexão crítica de processo de imigração nos bairros franceses. O exílio, a integração cultural, a discrimação racial servem de material para uma obra onde o hip hop serve como um "espaço de reconhecimento".

Direção: Farid Ounchiouene
Coreografia: Farid Ounchiouene
Intérpretes: Ludovic Tronche, Jérémy Orville, Al Hassane latarne
Músico e Técnico: Omur. H

*Renato Negrão - Belo Horizonte: Brasil
Renato Negrão é poeta e artista performador. ministra a oficina 'Palavra Imagem', valendo-se da poesia e das estratégias da arte contemporânea, recebendo por este trabalho o prêmio Itaú Rumos Educação, Cultura e Arte 2008/2010. No Brasil, trabalhou com técnicas de expressão corporal baseadas na capoeira, na obra de Wilhelm Reich e da dança Butô. Como performer, participou, dentre outros eventos, da Momentum, a dança em paisagens deslocadas (2006) e da MIP 2 - Manifestação Internacional da Performance de Belo Horizonte (2009).

Ação (workshop): Palavra Gesto O espaço coreográfico da palavra e sua aplicabilidade semântica são pensados como estímulo a novas configurações corporais. Nossos corpos merecem e podem dar respostas mais criativas aos textos urbanos, para além de sua palavras de ordem e de consumo.


*Projeto Hip Hop - França-Brasil
A participação do projeto Cidade Ocupada dentro da Programação do Ano da França no Brasil se deve, sobretudo, ao reconhecimento internacional da Cia. Membros. Despertando a curiosidade sobre os processos desenvolvidos, seja na pesquisa de linguagem, seja enquanto leitura e dramaturgia, a Membros abriu as portas para que grupos e artistas pelo mundo, em especial na França, desejassem uma aproximação além do discurso, isto é, experimentasse na prática o corpo da Membros. É assim que toma forma este intercâmbio entre a França e o Brasil tendo como protagonista o universo feminino no hip hop.

Coreografia: Flores (work in progress)
Após realizar 10 anos de trabalho com a Membros, a coreógrafa Taís Vieira concebe sua nova criação para espaços urbanos amparada pela possibilidade de releitura de suas principais obras – Estátuas; Linguagem; Meio-fio, Raio-X; Febre e Medo. Para isso ela se debruça sobre dois universos: o primeiro em que contempla a própria companhia, sendo a obra vivida, todavia, em corpos virgens dessa linguagem – 'Flores' – e, o segundo, dançado por intérprete da própria Membros, todavia, criticando a própria companhia em que ele atua – 'Ira'. Especialmente neste evento será apresentado somente um pequeno extrato da primeira parte da pesquisa.


Direção: Taís Vieira
Coreógrafa: Taís Vieira
Intérpretes: Carla Bazane, Bianca Monteiro (Bia Popper), Tishou Kane, Johana Faye e Christine Nypan
Co-produção: ACT' ART
Produção: Rafael Souza e Marine Budin
Intérprete: Cecilia Fernandez

* Projeto Benin-Brasil
Por se tratar de um país francofônico, o Benin - país africano - também faz parte da programação do Ano da França no Brasil. Especialmente para este evento, o projeto Benin-Brasil através da coreografia ´Corpo Aberto´ - de autoria do professor Paulo Azevedo - é considerada uma programação especial dentro do ´Cidade Ocupada´. Depois de passar pela França e pelo Benin, o projeto se apresenta pela primeira vez no Brasil.

Coreografia: Corpo Aberto
A obra leva em consideração o conceito de ´antropofagia´- resultado de uma cultura após a mesma ser devorada por outra. Desta interface surge processos recorrentes a partir da dança que se estruturam do diálogo entre festa e religião na diáspora Brasil-Benin.


Direção: Paulo Azevedo
Coreografia: Paulo Azevedo
Intérpretes-criadores: Aranaud Agboliagbo, Fabiana Costa e Rafael da Mata
Iluminação e Vídeo: Felippe Machado (Xyu)
Áudio: Rafael Souza

* Paulo Azevedo - Macaé: Brasil
Paulo Azevedo é assim como o poeta Renato Negrão um dos contemplados do Prêmio Itaú Rumos Educação, Cultura e Arte 2008/2010 pelo trabalho desenvolvido com a DI cia de Dança. Mestre em Políticas Sociais, graduado em Educação Física, Paulo Azevedo já contribui com propriedade para a Dança, a Música, a Comunicação, a Produção Cultural, o Cinema e a Literatura. É escritor de cinco livros, sendo o último deles ´MEMBROS´, organizado junto a coreógrafa Taís Vieira. Representou o Brasil em eventos como o WCPRC, na Suécia (2007) junto a banda ART.1 e na conferência ´Centro e periferia: a produção da dança contemporânea hoje', em Oslo (Noruega, 2008). Seus estudos se concentram em cinco eixos de investigação: ´Corpo e Violência´; ´Cultura Urbana e Cidades´; ´Metodologia inclusiva na dança´; Memória e Identidade no corpo´ e ´Políticas sociais, juventude e exclusão social´.

Ação (mesa redonda): Mediando a mesa ´A cidade e o papel do artista na contemporaneidade´, o professor Paulo Azevedo junto aos convidados levam o público a uma reflexão sobre a ação dos artistas na cidade, levando em consideração as dimensões cultural, social, estética e política que permeia esses olhares.

CONVIDADOS ESPECIAIS:

*Crew Graffiti em Movimento
Revelando-se como uma das promessas das artes plásticas, a Crew conduzida pelos grafiteiros Ric e Fawe elaboram uma prática que se faz pela presença do ´olhar de fora´. Conduzindo uma pauta política que se materializa em imagem, a Crew é um dois eixos representativos do Centro Integrado de estudos do Movimento Hip Hop (CIEM.h2). Especialmente para este evento a Crew apresenta sua obra ´Zeros Econômicos´ no exterior de um caminhão baú.

*Banda Art.1
Também sendo um dos eixos representativos do CIEM.h2, a música para a banda ART.1 parece atravessar o universo do entretenimento para se transformar em obra musical. Tendo já se apresentado na Espanha e na Suécia e concluído a série ´A arte de 1 sobre muitos´, a ART.1 revela no Cidade Ocupada algumas canções inéditas do próximo CD na abertura oficial do evento.

*DJ Jeff

Uma das Revelações do Hip Hop Nacional

*MC Slow
O mais criativo dos MCs nacionais também está no Cidade Ocupada. O termo ´slow´ (movimento em câmera lenta, em inglês) associado ao artista somente poderia ser compreendido se fosse pela dada tranquilidade do mesmo, todavia no que se refere a prática do improviso no microfone, ´SLOW´ é o mais rápido, e não apelativo, free style já visto.

*VJ Filipe Itagiba
O universo se funde: imagem dança e o vídeo é música. Assim é a ação do VJ Filipe, conduzindo a ´sofisticada tecnologia´ para uma ambiência popular e contagiante. Para o Cidade Ocupada Filipe atua diretamente na cidade e no seu concreto durante a mostra de vídeo dança ´The Wall´.

*DJ Avellar
Prata da casa, DJ Avellar é o responsável por conduzir o encerramento do Festival. Na virada de noite do dia 11 para 12 de novembro, o dia internacional do Hip Hop, o DJ faz a festa atuando em parceria com o DJ Nino em dois ambientes: a festa propriamente dita e o baile black dentro do caminhão baú.

*DJ Marlom
Revelado pela oficina ´DJ sou eu´, ministrada pelo DJ Avellar, Marlom é um orgulho do CIEM.h2, sendo coordenador do grupo de estudos T.Ô.C.A.. Atuando na música, na sociologia, na dança, observador e ávido, o DJ faz o encontro na programação especial do Projeto Benin-Brasil mixando músicas tradicionais e de hip hop dos dois países.

domingo, 1 de novembro de 2009